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sábado, 17 de maio de 2008

Pseudo Poesia IV

I don't know...
Será?
Perhaps... but how?

Sei lá... What 'bout you?

Ai meu deus... is it true?

Oh yeah, for sure
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Ok, I jump.

terça-feira, 29 de abril de 2008

Eu sozinha, no silêncio da sala vazia depois da meia noite, eu já nem pensava tanto, mais lembrava que pensava, uma lembrança temperada com pitadas de raiva, mágoa, rancor, ódio, não sei direito. Eu só tinha medo de que virasse indiferença, que também não era preciso tanto. E indiferença doeria até em mim - ou mais em mim, ou ainda pior: só em mim. Ou talvez eu nem saberia se dói. Será que dói? Adoraria saber.

No fim das contas, dane-se o sono, o frio, os horários a cumprir. Eu queria só saber o quanto doía nele, se é que doía, ainda que a essa altura eu já nem soubesse mais o que poderia ser, tanto a dor quanto o que cada um sentia. Eu queria saber tanta coisa mais.

segunda-feira, 21 de abril de 2008

Carpe Diem

”A satisfação é inversamente proporcional ao que tem pra aproveitar”

Frase da amiga Ágata que resume minha atual rotina. “Que droga, Batman”, diria a Débora; “Mas é porque tu queres”, diria outra; “Vão se catar”, diria eu a qualquer pessoa que reclame das minhas reclamações. Só o que falta nem isso eu poder fazer mais! Humpfs.

Mas, pensando bem, há quem viva ainda menos que eu. Não vivo “dez anos a mil”, mas com certeza passo longe de viver “mil anos a dez”: recuso-me terminantemente a deixar morrer essa vontade de viver o máximo possível, mesmo tendo que aceitar a impossibilidade de viver tudo ao mesmo tempo, tudo antes que acabe. Alguma coisa vai ficar pra próxima encarnação, não tem jeito. Mas quem disse que eu me conformo? Devo, mas é tããão difícil. Eis aqui a diferença crucial entre mim e Pollyanna: eu não sei – talvez nem pretenda aprender – fazer cara de paisagem pra tudo que me acontece, bom ou ruim. O divertido é fazê-la sangrar junto comigo, ainda que simbolicamente.

O problema é essa dita sede que não me deixa dormir. Involuntária, devastadora, desconcertante, insolente avidez pelo desconhecido, pelo virgem de mim. E quem me vê sorrindo não imagina o esforço que eu faço pra suportar as coisas que mais gosto. Sim, suportar, porque aos meus olhos tudo surge igual, o belo e o podre, o cativante e os defeitos todos, os mini me’s alheios dançam ciranda na minha frente, se mostram competindo pelo meu voto, mas dificilmente há um vencedor: minha vida é um eterno empate. Então eu sigo odiando e amando, às vezes em igual intensidade. A insatisfação maior é sempre comigo, afinal, pela falta de firmeza nas decisões e medo das consequências, pois já aprendi que todo bônus traz consigo um ônus de igual grandeza.

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“Alguém pra fugir sem avisar ninguém”? A começar fugindo desse ônibus, do transito infernal, pra longe das distâncias que engolem as horas úteis dos meus dias, deixam mais longe rancores e amores e soterram minha já não muita inspiração.

sexta-feira, 11 de abril de 2008



Será que você vai saber o quanto penso em você
Com o meu coração?

domingo, 30 de março de 2008

Da Estranheza Do Ser

Hoje é um daqueles dias em que a minha estranheza não lateja. Ela grita, alucinadamente. E, pra piorar, a bandida me escolta, passeia abraçada com aquele meu permanente desespero nato, que me desnorteia ante as obrigações da vida: escolher, cumprir, acertar. Eu não consigo ser alegre o tempo inteiro, oras. E é por “pensar demais” que muita coisa me escapa. Eu e minhas preposições desconexas, minhas peculiares construções frasais.


Ultimamente tenho oscilado nos primeiros momentos da manhã, logo depois de levantar da cama. E é uma coisa mais corporal mesmo: um dia eu acordo firme, pronta pra ouvir Jamie Cullum, deitada numa rede, com um vestido tão leve quanto a brisa que me passa pelo rosto; aí, no dia seguinte, eu acordo frouxa, frouxa, preciso de roupas bem justas porque eu me sinto despedaçar, e só mesmo Faith No More pra me manter centrada o suficiente.


A indecifrável atração pelo erro, isso ninguém explica ou entende. Existe uma eu que não sei ser fora de mim, ela sai torta, torta. Já disseram que é virtude, e do alto da minha presunção – quase sempre comedida – eu acho que talvez seja mesmo, porque dizem que ser bom nunca é fácil – e, por conta própria, descobri que não é nada indolor.


[É como uma febre que nasce no sangue e se percebe na pele quente; assim minha estranheza se externa. Ou aperto, ou angústia, chamem como quiserem esse meu desconforto com não sei o quê. É quase palpável, se eu for considerada uma extensão disso que me acontece dentro. A diferença nesse caso é que eu me sinto sem bordas, nada entre mim e o ar ao redor, esse ar que parece rarear na medida em que o invólucro lentamente se refaz. Porque o show tem que continuar.]

segunda-feira, 24 de março de 2008

domingo, 23 de março de 2008

Domingo de chuva, sem coral, ainda tentando assimilar as últimas 17 horas. Intercalando Legião com Beatles, a todo volume, seja de verdade, seja só na minha cabeça. Something, Something, Something. Mentira, there's nothing I can do...

E agora? Vou tratar da cólica e parar de delirar, ué. Deslumbramento nunca me fez bem mesmo, muito menos quando não sei bem se foi de verdade ou se eu sonhei. Vou no máximo deixar as palavras escorrerem pelos dedos, sem muita medida, não aqui, não pra isso.

Dá-lhe chocolate branco [afinal é páscoa] e litros de chá de hortelã [não menos que baldes, please] pra encerrar o feriado; Que venha a segunda-feira, que volte a rotina, me soterrando de afazeres pra eu distrair do que lateja.



...Até bem pouco tempo atrás,
Poderíamos mudar o mundo
Quem roubou nossa coragem?...

quinta-feira, 20 de março de 2008

Pseudo poesia III

Outra vez se materializou, bem na minha frente
Cara de paisagem, sorriso frouxo no rosto
Vestindo camisa azul e uma desculpa esfarrapada
Pra não ter telefonado naquele feriado

Só enganou um pouco a saudade do abraço
Fez um e outro comentário aleatório
Que eu não odeio nem esqueço
E foi: pra ela, pro mundo, pra longe de mim

segunda-feira, 17 de março de 2008

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2008

Pseudo Poesias II

Às vezes, sem eu esperar
Olhos de vampiro hollywoodiano
Me fitam de soslaio
Além da meia noite

E me fitam sem saber
Que meu corpo custa a alma
De quem ousa desejá-lo