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sexta-feira, 24 de junho de 2011

É preciso fé cega e pé atrás

olho vivo, faro fino e... tanto faz
é preciso saber de tudo e esquecer de tudo:
fé cega e pé atrás
tá legal, eu desisto: tudo já foi visto
olhos atentos a qualquer momento: é preciso acreditar
tudo bem, eu acredito: tudo já foi dito
olhos atentos a todo movimento: é preciso duvidar
viver não é preciso e nem sempre faz sentido
é preciso muito mais fé cega e pé atrás
a neblina encobre o Cristo e a lagoa se ilumina
com edifícios de cabeça pra baixo e refletores do Jockey Club
na outra janela o sol sempre brilha
o risco é calculado: videoguerra, vídeoreinodoscéus
videoguerra, vídeoreinodoscéus
é preciso fé cega e pé atrás
olho vivo, faro fino e... tanto faz
é preciso saber de tudo e não pensar em nada
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fé cega e pé atrás

terça-feira, 21 de junho de 2011

Eu passei um tempo andando no escuro,

Procurando não achar as respostas
eu era a causa e a saída de tudo 
e eu cavei como um túnel meu caminho de volta

***

Porque de repente é como se você acordasse de um sonho estranho, daqueles em que o cachorro te morde e, ao acordar, você percebe a dor na perna. Aí você pensa debilmente 'foi só um sonho', e ou acorda e começa o dia ou enrola mais um pouquinho na cama, o que o mundo adulto te permitir.

Não sei se foi a segunda feira, alguma conjunção astrológica ou whatever, o fato é que meu vocabulário não encontrou palavras pra descrever essa sensação de... estar intacta após um período de dor. Mas meu cérebro -até meu corpo, acho - entendeu isso como algo bom, que não deveria ter mudado at all, então... desculpe nossa falha, voltamos agora com a programação normal.
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Em tempo: preciso de mais almoços feitos a quatro mãos, especialmente se as outras duas forem as que me abraçam entre um ingrediente e outro.

sexta-feira, 17 de junho de 2011

Quantas vezes você disse 'eu te amo'?

Pra quantas pessoas? por que motivos? por quanto tempo? 

Quantas vezes você [bregamente] achou que seria pra sempre, mesmo [bregamente] sabendo que o pra sempre sempre acaba, e sofreu até achar que morreria, mas na manhã seguinte tava tudo bem?

E se você já tentou tantas vezes e acabou do jeito que acabou, por ainda finge insiste?
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Sim, estou desiludida, caso alguém não tenha percebido.

É uma vibe blue com um quê de Tyler Durden, lembrar que Nothing is static, Everything is evolving, Everything is falling apart sempre me deixa assim com cara de quem vai mandar tudo à merda mas eu sou frouxa [e cansada, convenhamos] demais pra isso... e assim parece que tô só me acomodando, mas também não é isso. Acho. Espero que não. É só que eu fico mais cansada que o normal quando lembro que tudo na vida é repetição de outra coisa semelhante e anterior, meu ego gosta de saber que eu sou/estou/prasempreserei única. Ainda que simbolicamente falando, eu não gosto de ser mais uma na multidão - não importa se a multidão é de um mundo inteiro ou só do passado de alguém. 

quarta-feira, 8 de junho de 2011

Sorrindo com uma lágrima nos olhos,

Em permanente estado de desequilíbrio
Liberdade e solidão te convidam pra dançar
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E você vive com a impressão de que isso nunca vai passar.

***

Sim, mais uma musiquinha, porque nem pouca coisa meu cérebro tá processando, então tome Leoni pra por um sorriso de leve no rosto...

terça-feira, 7 de junho de 2011

I've watched the changes and you don't know the half of it.

[and] this makes me sick to say, but my one last regret is that the two of us never felt so right.
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As Tall As Lions me descrevendo, sempre legal. Ou não.

quarta-feira, 1 de junho de 2011

"Mas macacos ADORAM bananas,

Eles não podem evitar comê-las". 
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Lucas, 5 anos, na aula de inglês.

Posso com essa ênclise melhor que a de muito professor universitário, minha gente?

terça-feira, 31 de maio de 2011

Eu preciso muito chorar, mas não há lenços por perto, e a idade me ensinou a ter pelo menos um pingo de classe nessas horas.

Eu preciso também falar, mas hoje foi um dia em que me senti mais sozinha que nunca, ter que repetir várias vezes várias coisas foi como não ser ouvida em nenhuma delas.

Um abraço ia bem, mas hoje acho que eu precisava mesmo era de algum álcool, umas músicas tristes e o resto da vida pra quem sabe me recuperar.

terça-feira, 17 de maio de 2011

variações do mesmo tema talvez mudando o tom

Depois que a poeira baixa e você até volta a se alimentar você olha pra trás e vê que poderia ter lidado com a situação com muito mais classe, mais inteligência [principalmente mais inteligência] e, por que não, até com alguma graça.

Mas não adianta, pra se sentir belamente triste assim leva um tempinho. Queria ter lembrado disso antes...



I can't believe what you said to me
Last night when we were alone
You threw your hands up
Baby, you gave up, you gave up
I can't believe how you looked at me
With your James Dean glossy eyes
In your tight jeans with your long hair
And your cigarette stained lies

Could we fix you if you broke?
And is your punch line just a joke?

I'll never talk again
Oh, boy, you've left me speechless
You've left me speechless, so speechless
I'll never love again
Oh, boy, you've left me speechless
You've left me speechless, so speechless

I can't believe how you slurred at me
With your half wired broken jaw
You popped my heart seams
All my bubble dreams, bubble dreams
I can't believe how you looked at me
With your Johnnie Walker eyes
He's gonna get you and after he's through
There's gonna be no love left to rye

And I know that it's complicated
But I'm a loser in love, so baby
Raise a glass to mend all the broken hearts
Of all my wrecked up friends

I'll never talk again
Oh, boy, you've left me speechless
You've left me speechless, so speechless
I'll never love again
Oh, friend, you've left me speechless
You've left me speechless, so speechless

And after all the drinks
And bars that we've been to
Would you give it all up?
Could I give it all up for you?
And after all the boys
And girls who we've been through
Would you give it all up?
Could you give it all up if I promise boy to you

That I'll never talk again
And I'll never love again
I'll never write a song
Won't even sing along
I'll never love again
So speechless...
You left me speechless, so speechless
Why you so speechless, so speechless?

Will you ever talk again?
Oh boy, why you so speechless?
You've left me speechless, so speechless
Some men may follow me
But you choose "death and company"
Why you so speechless? Oh, oh

***

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Parece mais frio em mim do que lá fora

E eu poderia escrever uma grande colcha de retalhos só com a descrição do Caio F. pra essa minha dor, mas seria ridículo demais, nessa idade. O que interessa saber é que eu já passei da raiva e do nojo, eu tenho agora só uma grande tristeza e um pouco de vergonha; a boa notícia é que aprendi a evitar quem não tem nada a ver com isso. O quem não precisa saber, que geralmente é quase a mesma coisa. E então de repente eu tenho vontade de beber, beber ate não lembrar meu próprio nome e atravessar bem devagar uma rua desse interior pra ver se finalmente acontece o que parei de buscar na cidade grande quando tudo pareceu melhorar. Eu esperava qualquer coisa, qualquer clichê de juventude que fosse, menos a pior segunda coincidência que já me aconteceu.

Depois que o choro soltou, foi longe. Acordei com a cara inchada, os olhos mais ainda, salgados, ardidos, doendo sempre que eu olho pra trás e ver que as coisas não eram bem como eu imaginava. Eu só não imaginava que tão cedo choraria de novo desse jeito, nem que me restassem pedaços pra perder. Pensei nisso, aliás, enquanto caminhava pra casa ontem: pensei que quando partes eu me sinto incompleta, menor, sem um pedaço vital. E mesmo isso sendo tristinho, fiquei feliz por ter alguém que me fizesse sentir assim, que no fundo é uma coisa boa, ter pelo que – ou por quem – esperar. 

Eu tenho uma pós pra cancelar, uma biblioteca pra gerenciar, aulas pra preparar e um corpo todo pra remendar [porque self injury já é over, mas parece que eu rolei uma ladeira de pedregulho abaixo]. A lingerie bonita que eu comprei pra agradar perdeu o sentido. Eu me sinto burra, iludida, amadora, cega, eu sinto tanto a tua falta, mesmo que fosse só pra te olhar e chorar a noite toda. Meu lado egocêntrico meio mexicano gosta de uma cena dessas, eu queria te torturar com a visão do meu pranto agarrada no travesseiro com teu perfume até me dizeres que tu não passou de um mal entendido, que eu li errado, que não eras tu falando aquelas coisas.

Mas era.

domingo, 15 de maio de 2011

Dedos enrgelados, mas não tanto quanto o coração. 

Eu hoje voltei pra casa me sentindo pequena, incompleta, mas por um motivo bom, que derramou umas poucas lágrimas de quase felicidade, apesar de tudo. Só que eu já devia mesmo ter aprendido que momentos assim geralmente precedem tempestades avassaladoras.
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Alegrias violentas tem fins violentos, já dizia Shakespeare.