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segunda-feira, 2 de setembro de 2013

Daí cê chega em casa, espumando de raiva, e em plena segunda-feira uma pessoa 6 anos mais nova te pergunta "será que você não tá vendo coisa demais não?".

E aí você reflete de novo e concorda. E mais 78 segundos depois percebe que o seu conceito de 'ver demais' pode ser diferente do que a outra pessoa tinha em mente. Afinal, ver além do que a maioria parece ver [e que é o de que você jura ser capaz], pode sim ser interpretado como "ver demais". E meu deus, como isso cansa.

Você vê, como um daqueles trigêmeos do Minority Report: as possibilidades, borradas, e antes que se dê conta de que são apenas malditos borrões, constroi a tragédia toda - e como se não tivesse nada mais urgente pra fazer, constroi também o rastro dela, e assim sem nem sair da cama você é capaz de experienciar toda a moleza nas pernas que te acometeria se essa merda toda realmente se concretizasse.

Aí, vem duas opções: a) botar pra fora correndo o risco de catalisar o ~processo~; b)esperar pra falar "eu avisei"; c) baixar a discografia do Matchbox 20, tomar um banho e engolir o choro.
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Ou só baixar a discografia do Matchbox 20 e tomar um banho, já que quando você jurou que nunca mais abriria a boca por uma merda dessas, não se falou nada sobre engolir o choro.

Snapshot internacional

Cena: aula de conversação.

Nayana, para Maureen: poutz, como é mesmo que se diz "sonsa" em inglês?
Letícia (com toda a certeza do mundo!): Kirsten Stewart.
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Falta só aprender a gostar de friends pra me matar de orgulho, essa menina!

terça-feira, 30 de julho de 2013

Oito dicas de escrita de Neil Gaiman

#1. Escreva.

#2 Escreva uma palavra depois da outra. Encontre a palavra certa, escreva-a. 

#3. Termine o que você está escrevendo. Faça o que for preciso para terminar, e termine. 

#4. Coloque o texto de lado. Leia fingindo que você nunca leu antes. Mostre-o a amigos cuja opinião você respeita e que gostem daquele tipo de coisa. 

#5. Lembre-se: quando as pessoas dizem que algo está errado ou não funciona para elas, estão quase sempre certas. Quando dizem exatamente o que você está fazendo de errado e como corrigir, estão quase sempre erradas. 

#6. Corrija. Lembre que, mais cedo ou mais tarde, antes que o texto fique perfeito, você precisa seguir em frente e começar a escrever a próxima coisa. Perfeição é como perseguir o horizonte. Continue escrevendo. 

#7. Ria de suas próprias piadas. 

#8. A principal regra da escrita é que, se escrever com segurança e confiança suficientes, você pode fazer o que quiser. (Essa pode ser uma regra para a vida, assim como para a escrita.) Então, escreva a sua história como ela precisa ser escrita. Escreva-a com honestidade e conte-a da melhor forma que você puder. Eu não sei com certeza se existem outras regras. Pelo menos, não as que importem… 



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A #7 eu já sigo à risca faz anos; falta agora disciplina e parcimônia pras outras 6...


sexta-feira, 5 de julho de 2013

vontade x realidade

Vontade: esvaziar 90% do guardarroupa (argh) e sair com um vestidinho leve e rasteirinhas pra comprar o que ficou faltando depois da faxina.

Realidade: a fatura do cartão tá mais alta que o salário.
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Se eu pelo menos ganhasse algum dinheiro sendo engraçadinha, mas nem isso.

quinta-feira, 20 de junho de 2013

eu podia estar desenhando, eu podia estar estudando,


mas tô aqui, perdendo gentilmente meu tempo escrevendo algo sem pé nem cabeça. 

Porque eu passei o dia todo -às vezes parece que a vida toda- pensando em coisas pra registrar mas é claro que 99% já se perdeu nessa memória de curto prazo bosta que eu tenho, o que restou foi esse frio, uma apreensão repentina e essa angústia, principalmente essa angústia que eu não sei bem por que, de onde ou como. Mas tá aqui, me fazendo companhia. 


Uma companhia totalmente dispensável, admitamos.


quinta-feira, 23 de maio de 2013

Snapshot desesperançado

Aline diz: eu não vejo a hora de sair dessa cidade. sabe quando nada se encaixa contigo?

Nayana diz: segundo essa premissa, eu não vejo a hora de sair desse planeta...
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E lá vamos nós pra mais uma noite de enxaqueca e vertigens. 

Boa noite.

sexta-feira, 17 de maio de 2013

Hormônios demônios

Vontade de gritar, bater, comprar e chorar sobre a fatura estourada. tudo ao mesmo tempo enquanto como uma coisa que ainda não sei o que é.
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Já sei! Poderia ser o pâncreas de vagabunda sem vergonha na cara; e sem queijo, claro.

sexta-feira, 10 de maio de 2013

Snapshot individual da Dori

Este ser que vos fala sentada em frente do computador, paralisada olhando pra lista de afazeres, quando a polaridade A pergunta:

-- poutz, será que já tomei todos os remédios?!

Niqui a polaridade B responde:

-- sim, menos o da memória.
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True Story, people. Depois disso só me resta continuar a nadar, continuar a nadar, contin...

segunda-feira, 29 de abril de 2013

Gente, que vontade de fugir.

Canadá, Suécia, Austrália, tanto faz. 
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Só preciso que o excelentíssimo queira ir junto e então - fomos. 

terça-feira, 23 de abril de 2013

o dia em que aprendi o que estava errado, também conhecido como "hoje"

Foi no meio de uma pseudo crise existencial que resolvi procurar no dicionário a definição 'oficial' de uma palavrinha que gosto muito:

reciprocidade 
(latim reciprocitas, -atis
s. f.
1. Caráter do que é recíproco.
2. Mutualidade.


E o que raios a gente chama de "recíproco"?

recíproco 
(latim reciprocus, -a, -um
adj.
1. Que se dá ou faz em recompensa de coisa equivalente. = MÚTUO 



Então.

Meu erro foi crer que estar ao seu lado bastaria desconsiderar aquela palavrinha ali no meio: recompensa. Só ganha recompensa quem faz algo antes dela, por ela. Então Nayana, aprenda: só recompensar quem fizer por merecer. Te agarra no fato de que muito provavelmente essa encarnação é pra te ensinar a não esperar das pessoas a mesma reação que você teria - as literalmente inúmeras vezes em que isso aconteceu já são provas mais que suficientes que você está sozinha nessa, então por que insistir em tentar compelir quem quer que seja pra esse redemoinho de insanidade que te rodeia?