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sexta-feira, 23 de abril de 2010

Só não tô com raiva de ser inteligente

porque seria ingratidão e não quero ser punida por mais isso. Mas é enorme a raiva de todo o resto: raiva de ser canceriana, das pessoas que fazem cara de 'aham cláudia senta lá' pra quase qualquer coisa que eu diga e de não saber sair de casa sem brincos; da chuva, do frio, do sebo que não tem Martha Medeiros nem Cláudia Tajes, da praça da bandeira e sua respectiva fulerage.
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raiva da cidade toda, de tudo que eu sinto e do silêncio dele.

quinta-feira, 22 de abril de 2010

Então que no sonho eu tinha todo o ‘discurso’ muito bem pensado e nesse outro plano nem parecia tão absurdo procurá-lo pra dizer tudo que eu precisava, era como se ele esperasse o momento em que eu diria algo. 

Talvez eu tenha sonhado isso porque antes de dormir rezei pedindo inspiração pra terminar uma história que empacou; ou quem sabe porque ontem, no caminho pra casa, gastei um bom tempo pensando nesse silencio ao mesmo tempo bruto e etéreo que me acompanha onde quer que eu vá.

Fala alguma coisa, qualquer coisa, que mesmo o que eu mais temo ouvir já é melhor que esse silêncio ao mesmo tempo bruto e-

E o que me deixa mais maluca é saber que não fazer nada já é fazer alguma coisa, bem como calar é só outra maneira de dizer... Seja lá o que for que ele me diria, não faço a menor idéia do que ele pensa porque silêncio cego não tem cara de raiva ou medo p’ra gente interpretar – é só um raio muito forte de sol batendo na página branca do livro, te impedindo de ler o que tá escrito ali.

quarta-feira, 14 de abril de 2010

um pouco de choro, um pouco de maldade
um pouco de frustração e um pouco de liberdade
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um pouco de paz, mas muito de saudade

segunda-feira, 5 de abril de 2010

sexta-feira, 19 de março de 2010

Apnéia parte 2

I don't know how longer I can silently watch his everyday complains about someone who doesn't seem to give a damn about his feelings while I'm just here patiently waiting for him to notice mine.
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And all this fail comunication just because I've been surprisingly stupid in the last six years, so damn stupid I can't explain ou even mesure it. I was just a silly kid, a starter teenager in this so confusing thing people call... I don't intend the bravery to call love this unbeliveably strong will to just be ou have him around, but for what else reason would I be so certain 'bout what I want and the fear to maybe reach it? 'Cause in the more-than-rare moments I dare wondering 'bout us down deep I'm so so so so afraid of finally getting it and screwing it like I've done before but if somehow I could be damn sure 'bout what's in his mind then I would leave it all behind or just try it one very last time.


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Apnéia parte 2 [traduzido]

sábado, 13 de março de 2010

É só uma questão de hábito até não doer mais

Os músculos. A cabeça. O coração. É tudo uma questão de hábito, de aprender a conviver com as dores até que estas sejam postas de lado em detrimento a urgências maiores, porque o mundo não para até consertarmos o que quer que tenha se quebrado pelo caminho, não é isso que me dizem vezenquando?

Porque ontem eu fui dormir imaginando como seria se fosse eu usando uma blusa vermelha em vez de ter cochilado em plena praça de alimentação.
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[E enquanto ninguém me proíbe de andar nos ônibus  e nos shoppings dessa cidade, eu vou curtir o temporal embaixo das cobertas. Boa noite].

terça-feira, 9 de março de 2010

Pai, um menino quer me namorar

Mas ele não entende, pai, que namorar comigo é conviver com uma ferida que não fecha, um relógio que não rende e uma cabeça que não desliga. Nunca. E ele mora do outro lado da cidade e fala em me namorar, sem me ouvir quando digo que a nossa cidade não favorece amores à distância. Espera, eu disse amores? Nah, esquece. Ninguém falou em amores, só em namoro.

Ah, tem também aquele outro, dizendo de um tudo pra me levar pra cama. E olha que eu ia, pai, ia fácil. Mais aí meu cérebro lembra que não existe sexo intelectual, porque a inteligência é de longe o que mais me desatina nele, e então eu fujo, porque do cérebro pra fora eu sou uma menininha boba, cheia de sexismos e não-me-toques.

E fujo desse como do outro que não faz nada, mas se eu quisesse, eu sei que faria. Só quem não faria sou eu, que não consigo tirar a roupa pra alguém que tem tesão com z e não entenderia quando, numa briga, eu o xingasse em mais de três idiomas.

Eu guardo uma confissão dentro de mim, pai, que eu jamais faria a ninguém, nem a você, nem à mamãe – não por não querer, mas vocês simplesmente não entenderiam. Mas eu conheço alguém que entende. 

Ele mora aqui pertinho; ele fala inglês melhor que eu, e me desmancha quando arranha um francês me chamando de chérie. Ele é lindo, bom caráter e muito inteligente; ele tem todas as qualidades que os outros não tem, e defeito só tem um, pai: ele não me quer.

sábado, 16 de janeiro de 2010

Eu não levo jeito, mas preciso falar:

Meia hora atrás desci pra jantar e topei com a reportagem sobre o resgate daquela enfermeira, grávida de um mês, que sobreviveu quatro dias debaixo dos escombros no Haiti - e saí da sala pra não chorar quando o soldado disse 'ela tá segurando minha mão'. Mais uns segundos e eu derreteria no sofá. Apesar dos indícios contrários, a humanidade [no sentido de qualidade dos seres] ainda pode me emocionar, muito.

Mas o que isso significa [além de indicar que sou uma 'manteiga derretida', como diz mamãe]? O caso é que isso embasa meu argumento pra não estar acompanhando a história da tragédia: Um, por não ter mais saco pra ver desgraça; dois, porque eu me sinto um nada, uma titica, impotente de mãos atadas. Se eu pudesse, seria capaz de entrar no primeiro avião e ir lá, ajudar pessoalmente. E siiim, sei que existem meios de ajudar a distância, mas eu... meio que não confio nesse tipo de coisa. Até nem tanto pela ciência da corrupção que ronda esses casos, mas é que eu não consigo me sentir plenamente útil e satisfeita sem presenciar o resultado prático das minhas ações - senão prático, tátil, ao menos visível.

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É isso. Como sempre, nada demais.

quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

doismilenove

OH MELDELS, acabou. INDABEM, que eu não agüentava mais! Lembro que no fim de 2007 eu disse que tinha sido out of the little house, mas só porque obviamente não tinha como saber o que seria esse raio de 2009.

Mas então, pra facilitar a coisa, resolvi ‘retrospectivar’ por tópicos, como por exemplo:

As músicas do ano 

Well... Só posso citar nomes, opinião e descrição fica difícil; segue a listinha:

Jennifer Rostock;
Muse;
Tom Felton;
Black drawning chalks;
Goo Goo Dolls;
Jamie Cullum;
Regina Spektor;

Isso pra falar de descobertas de intérpretes – nem todos novidade, mas alguns novos pra mim, ou simplesmente material novo; se fosse pra eleger títulos, aí o buraco é mais embaixo ainda. Porque engloba muitas versões de muitas pessoas pra muitas coisas, então acho que o importante é registrar o efeito que tanta música causou em mim. Tive trilha sonora pra todos os momentos, bons e ruins, e isso é uma sensação inigualável. Porque parece que mesmo quando não tem pra onde correr, vem uma musiquinha e te faz as vezes de Pollyanna, te impedindo de saltar do sexto andar.

Os livros do ano 

Well, foram tantos... Mas sem dúvida alguma, duas séries me fisgaram pra todo sempre: Harry Potter [sim, só li pela primeira vez aos 20 anos] e Crepúsculo. Foi tudo muito rápido e indolor [ok, nem tão indolor assim], e quando acabou fiquei com aquela sensação de ‘alguém anotou a placa?’. Potter eu reli, Crepúsculo falta coragem, porque a fila tá tãão grande... e a Bella é tão chata... então nem sei.

E foi também um ano favorável pra aquisições literárias. Não faço ideia de quantos, mas vários achados em sebos [close em Lee Child *-*] e muitas barganhas fizeram a minha alegria em 2009.

As pessoas do ano 

Nhaaa, tópico favorito! Antes de mais nada, as pessoas que entraram na minha vida esse ano, e significaram muito em algum momento dela:

Charlie,
Bruna;
Cinthia;
Kamila;
Fábio;

Mas claro que isso nem de longe exime os velhos escudeiros de seus pesos e participações: Débora, Carolina, Juliana, Nira. Só quem esteve lá sabe, seja lá onde ‘lá’ for, real ou abstratamente falando.

Anyway, a qualquer um desses nomes, não necessariamente nessa mesma ordem, só tenho a agradecer, pois talvez eu não tivesse conseguido sem vocês... ;)

As alegrias do ano 

Várias, apesar dos pesares:

O curso na Uptime; muito mais que o certificado [que na verde não saiu ainda, mas eu sei que vem], me trouxe pessoas inestimáveis;

O trabalho na biblioteca do Sapiens; conhecer novas pessoas, com o mesmo interesse que os teus, só acrescenta pra formação de qualquer um;

E falando em formação... Efetivamente é pra 2010, mas foi definido em 2009, então entra na lista: depois de quase dois anos, eu volto a trabalhar no meu habitat natural. E com o bônus ‘tempo-pra-fazer-coisas-novas’. Não poderia estar mais feliz!

E na verdade esse quesito engloba genericamente os anteriores e alguns não especificados, como filmes que assisti e lugares que visitei – especialmente Porto alegre, claro, duas vezes em um ano, cara! Viagem da faculdade já foi ótima, mas viajar sozinha, pra uma cidade que eu adoro, assistir Nenhum de Nós, rever um velho amigo e conhecer um novo definitivamente entrou no top 5 de acontecimentos do ano.

Ah, e o show da Jennifer Rostock, no Floripa Music Hall dia 8 de outubro. História pra contar pr'os netos [dos outros, provavelmente], simplesmente divino... transformou em meta de vida viajar pra Alemanha antes de 2012!

Balanço geral? 

Foi... Demorado. Demais. Não que minha noção de tempo seja das melhores, mas tem coisas que eu lembro e parece que aconteceram há três ou nove anos, e não meses. Partidas, chegadas, noites de alegria e álcool mescladas com solidão e lágrimas – e de volta à alegria, sempre. Montanha russa total. Talvez por isso eu não consiga ser mais específica ao falar de recomendações literárias e musicais: sobre a maioria das coisas, eu mal tenho certeza de que foi em 2009, e essa sensação de muito tempo passado deixa nebuloso demais as impressões que tive, fica difícil lembrar - ou reproduzir - com exatidão.

Mas pensando melhor... Quando se fala tanto em ano novo, acho que muda mais é a data escrita no topo dos cadernos, das cartas, no fim dos documentos oficiais, mas é tudo mais simbólico que qualquer outra coisa. Talvez as pessoas atribuam tanto significado por soar como a oportunidade de um novo diário, pois qualquer registro ou história terá uma divisão – simbólica, e talvez ‘divisão’ não se aplique tão bem quanto ‘diferenciação’. Acho que é isso, né?

Mas seja isso ou não, seja uma questão cósmica ou simplesmente de postura diante do novo, aproveitem, pessoas.

Um ótimo 2010 pra todo mundo =)