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sexta-feira, 19 de abril de 2013

Gente que leva tudo a sério demais, que nunca sequer ri de si mesmo, me irrita profundamente.

Mas não tanto quanto gente que não respeita o que DEVE ser levado a sério e, mais ainda, sem senso de coletividade.
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Ou, em outras palavras: ser tachada de idiota é o preço que se paga por corrigir a cagada alheia - mesmo quando isso acontece não por altruísmo, mas simplesmente por não se querer levar bomba por culpa da incompetência e levianidade dos outros.

Então, num milisegundo de autoboicote, espero ansiosamente pelo dia em que serei capaz de sublimar essa parte e apenas sentar pra ver o mundo -dos outros- ruir. 

quinta-feira, 18 de abril de 2013

O mundo dá muitas voltas e eis que um belo dia você tem um novo mantra:

You think you've got it all
The writing is on the wall
You're praying to your lord
Searching for your soul
Cause you just need to know
The emptiness will go
In a moment

You think you're gonna fall
Afraid you'll lose it all
You're praying to your god
Thanking for your love
And you just need to know
The hope is gonna flow
In a moment

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E você canta e canta e canta até entrar em alfa, até esquecer que na verdade o que deveria ouvir era o Humberto Gessinger te lembrando que tá na hora de você mesma fazer algo por você e tudo aquilo que você jura que vai colocar em prática assim que parar de tremer.
Vamos acreditar que é a tim trollando o sinal e não que o telefone tá desligado, né gente.
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Vamos pelo menos fingir acreditar. Vai que o cérebro acredita...

sábado, 13 de abril de 2013

Da arte de polemizar [?]


Serei eu a única que acha essa coisa de maioridade penal uma baboseira, seja aos 18, 16 ou qualquer idade? 

Antes de continuar e do povo chiar, esclareço: SIM, o principal problema é a causa e concordo integral e terminantemente. Porém tratar a causa [que na verdade não é uma só, mas uma conjunção de fatores] é uma ação de resultado a médio/longo prazo e, enquanto esperamos por esses resultados, acho que é HUMANAMENTE impossível continuar tolerando a coisa como está.

Só pra assegurar: até agora a regra [da perspectiva da leiga que vos fala e não fluente no legalês, portanto relevem qualquer tecnicalidade semântica],  pode ser expressa como a de que HUMANOS devem ser punidos por seus atos que agridam outros seres ou a sociedade que integram, confere? Então, se um HUMANO de 12 anos é consciente e voluntariamente capaz de cometer o mesmo ato criminoso [qualquer que seja, mas em especial os considerados hediondos] de outro HUMANO de 36, é tão absurdo assim achar que o tratamento dispensado às providências a serem tomadas deveria ser, basicamente, o mesmo? 

Digo basicamente pois claro, investigações devem ser realizadas, julgamentos e tudo o mais, como manda o protocolo [que também não é lá essas coisas, mas é o que tem e até que dá pro gasto às vezes]. E também não discuto aqui QUAIS as medidas, isso é papo pra outro momento, mas acredito que tratar as mesmas ações com pesos e medidas diferentes contribui pra alimentar a petulância e a certeza de impunidade daqueles que tem a maldade como motor.

Eu posso estar falando uma bobagem sem tamanho, mas precisava desabafar, acho... Em suma, podem me estraçalhar se eu estiver falando besteira, mas eu realmente gostaria de saber se tem mais gente aí que vê as coisas mais ou menos desse jeito.

quinta-feira, 4 de abril de 2013

update:

Só queria compartilhar o alívio físico de derrubar ainda que 3 ou 9 lágrimas.

Agora sim, boa noite. Tão boa quanto o coração e a enxaqueca permitirem.
Aquele dia tão bunda que antes das 18:00 você adota uma nova unidade de medida do tempo: Uma Vienna, duas Vienna's, três Vienna's... e de 3:30 em 3:30 a vida vai passando, até você não saber mais se está há 15 ou 45 minutos ouvindo a mesma música que te anestesia de tudo.
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Encarar o espelho ou Marina Abramovic não explica o que te acontece de vez em quando: essa coisa de parecer que uma entidade de outro mundo te possui e te faz agir como a pessoa mais retardada da Terra, descontrolada como um touro cego provocado com uma lança. 

Então, o choque: você tenta, e não consegue chorar. Fica aquela bola entre o peito e o pescoço, doendo até a cabeça e te fazendo considerar se antiácido resolveria, mas é claro que não: nessas horas nem toda a morfina do mundo seria eficaz contra a dor de ser quem você é, assim maluca como literalmente só você aguenta (ou pelo menos finge quase bem).

Aí, na tentativa de por pra fora essa água toda e acabar com essa tremedeira, você tenta de tudo: cenas apocalíptico-hipotéticas produzem um filme na sua cabeça, você ouve as músicas mais doloridas que conhece... mas acaba por voltar pro ponto de partida: 3 dipironas e 2 passifloras, pra acordar amanhã e o pesadelo ter acabado.

Boa noite.
Pois quando eu menos esperava, me vem outra vez à mente aquela coisa do Zafón dizer que o coração só se parte uma vez, todo o resto é arranhão. Ele só esqueceu de dizer que: ou é muito mais difícil do que parece distinguir essas duas coisas, ou alguns arranhões seriam fundos como o choro que provocam. E pior: pra estes arranhões não há emergência que dê pontos.

quarta-feira, 27 de março de 2013

E agora, josé Nayana?

A neosaldina bateu, a enxaqueca passou, a esquizofrenia surgiu, a saudade sufocou... e você não é poetisa, então pára já com essa merda.
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Mas então você resolveu reler seu blog, de trás pra frente? Azar, te vira agora pra lidar com esse turbilhão de coisas girando e girando segura, nós vamos bater e quicando na sua cabeça, sem encontrar um caminho seguro e indolor pra escoar pelos dedos até o papel ou teclado mais próximo.

Ok, em algum universo paralelo, esse mundo imaginário e perfeito pra onde você escapa quando tá aí loca de remédio talvez exista mesmo. Talvez lá as pessoas que você gosta tanto não se odeiem numa cadeia sem fim e você possa, finalmente, reuni-las todas em volta de uma mesa de bar, tomando uma cerveja e sendo todos geniaizinhos como nos seus devaneios diários. 

Mas você precisa encontrar um rumo, menina. Você precisa parar de ter medo de dizer o que sente, e sentar com caixas de cartas antigas no colo não vai te mover adiante: escreva novas cartas. Ouça seu inconsciente fanfarrão e insista em não perder o que te é tão caro - pelo menos o que a vida ainda não te arrancou à força. Aproveita também e pára de ser contraditória, literalizando os outros enquanto só metaforiza a si mesma.
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E aí, agora que você já rabiscou as paredes pra extravasar, desliga Vienna [Billy Joel quase rouco, coitado], toma um banho, vai dormir e tentar lembrar disso tudo amanhã.

quarta-feira, 20 de março de 2013

Há anos você vê as mesmas sujeiras mas, surpreendentemente, até sublima a maioria, na maior parte do tempo. Mas aí vem uma música que você não conhecia, com um título que parece piscar do canto do quarto, convidando a sentar ali na sombra e chorar até dormir.


Little Girl Blue, by Janis Joplin


Sit there, hmm, count your fingers.What else, what else is there to do?
Oh, and I know how you feel,
I know you feel that you're through.
Oh ah-wah-ah sit there, hmm, count,
Ah, count your little fingers,
My unhappy, oh, little girl, little girl blue, yeah.

Oh sit there, oh count those raindrops
Oh, feel'em falling down, honey, all around you.
Honey, don't you know it's time?
I feel it's time,
Somebody told you, 'cause you got to know,
That all you ever gonna have to count on,
Or gonna wanna lean on,
It's gonna feel just like those raindrops do,
When they're falling down, honey, all around you.
Oh, I know you're unhappy.

Oh sit there, ah, go on, go on
And count your fingers.
I don't know what else, what else,
Honey, have you got to do.
And I know how you feel,
And I know you ain't got no reason to go on,
And I know you feel that you must be through.
Oh honey, go on and sit right back down.
I want you to count, oh, count your fingers,
Ah, my unhappy, my unlucky
And my little, oh, girl blue.
I know you're unhappy,
Ooh ah, honey, I know,
Baby, I know, just how you feel.

***

Porque a falta que faz alguém pra cantar isso até que eu durma... eu ainda não conheço palavras pra descrever.

quinta-feira, 7 de março de 2013

Mesmo quando tudo pede
Um pouco mais de calma
Até quando o corpo pede
Um pouco mais de alma
A vida não para...
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Ah, mas eu queria que parasse. Só um pouquinho, só por hoje, pra eu poder respirar, botar o sono em dia, mandar essas dores musculares embora...quem sabe as da alma vão de arrasto.
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http://www.youtube.com/watch?v=je-RTYbzoEk