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terça-feira, 5 de março de 2013

Você protela, enrola, até tenta, chora, tenta mais um pouco e aceita: não vai dar.

Mas o que me preocupa não é eu não conseguir fazer uma penca de desenhos agora. É como isso possa talvez parecer [ainda evito o 'ser'] um reflexo de como as coisas são no resto da minha vida [resto de agora, não no que me resta da vida].

Sim, eu deveria ir pra terapia discutir isso com alguém diplomado. Não, eu não sou modesta e acho que essas reflexões a que eu chego são basicamente o que um profissional me diria e não, não estou desmerecendo nenhum deles. Sim, tô é me achando mesmo, problema?
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Só que às vezes - como exatamente agora - o que eu acho de mim mesma na verdade não é sequer publicável aqui - poucas coisas são mais frustrantes do que tentar segurar um lápis e ver a mão tremendo como se eu tivesse tomado cachaça desde a mamadeira, só pra vocês visualizarem mentalmente o estado da pessoa que vos escreve. Mas no fim disso tudo, o que apavora não é a perspectiva de reprovar um semestre; o medo que literalmente me paralisa vem é de isso tudo parecer uma última chance, do vislumbre de talvez perder as forças e, por consequência, também o que dá a pouca força que resta. 

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

It's bitter baby, and it's very sweet

I'm on a rollercoaster but I'm on my feet.
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Aprendendo, devagar e, admito, dolorosamente, a ser gente grande e resolver os problemas de dentro da cabeça lá dentro também.

terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

Hoje tá difícil sair da cama. Já foi difícil acordar, na verdade - difícil mas também um alívio, antes acordada que presa no 49876º pesadelo sobre a mesma coisa.

Hoje parece extremamente difícil me concentrar, me dedicar, me forçar no molde, hoje a pele dói e eu me sinto particularmente desconfortável dentro desse invólucro dolorido e cansado.

Hoje a pior coisa do mundo é não ter pra onde correr sem ser julgada.

Hoje eu só precisava desabafar sem receber o já costumeiro olhar exasperado que diz silenciosamente 'de novo não, sua lunática'; em vez disso, eu precisava era de um abraço que selasse a promessa de que tudo vai ficar bem.

Por que hoje, só hoje, desculpa, meu bem, mas não vai.

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

singelo apelo por um mundo definitivamente mais lento

Se você nunca passou pela situação de ter tanta coisa pra cumprir a ponto de não saber por onde começar e, no fim das contas, não fez nada, por favor me conta o segredo.

Eu oficialmente não aguento mais essa urgência que nem precisa mais ser imposta: já penetrou no inconsciente coletivo e nos acorda mais facilmente que qualquer despertador.  Eu me sinto doente e incapaz. Quem foi o imbecil que teve a ideia de querer todo mundo ocupado o tempo todinho?

A coisa atingiu um ponto em que pessoas chegam a se sentir ridículas por querer um momentinho de nada pra elas mesmas, ou simplesmente poder viver num ritmo mais humano. Ou vocês ainda duvidam que essa maquinização vai nos conduzir a qualquer outro destino que não a busca incessante por produtividade, produtividade, produtividade desenfreada? e o pior: esquecem de considerar o inevitável declive da qualidade. Não sei vocês, mas pra mim coisas antigas como qualidade, saúde e bem estar ainda contam.

Chega de multi-tasking, chega de prazos absurdos que tornam os prazos seguintes ainda mais insanos, chega de individualizar os processos achando que o coleguinha quer roubar a tua ideia em vez de ajudar a carregar o fardo. Ou eu sou idiota demais por ainda acreditar que possa existir alguma bondade em alguns poucos exemplares da raça humana?

Se mais alguém acreditar, por favor se apresente. Mas pode vir sem pressa.

quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

das resoluções e seus motivos

Daí que depois de anos fazendo listas e listas ao fim dos anos, cheguei a uma bem curtinha se não me engano pra 2011 - e cumpri tudo, ainda que alguns itens apenas temporariamente; pra 2012, não me dei ao trabalho e pra 2013 muito menos.

Entretanto, num daqueles meus momentos Nayana de paranóia inspiração divina, aceitei que há uma meta a ser perseguida e cumprida -o mais rápido possível, aliás: ser melhor que ano passado. Simplesmente ser uma pessoa mais centrada, mais calma, mais disciplinada e atenta às decisões que tomar. O que implica algo como uma sub-meta, acho: não decidir coisas levianamente.

Porque as coisas atingiram um ponto em que eu, que sempre disse que pensar demais não presta, me vejo obrigada a morder a língua e contar até 100 [às vezes em alemão, ida e volta], até que a poeira mental da fúria esvaneça e eu veja a coisas como elas quase são. De que adianta acordar alguém pra dar ataque de pelanca? Já nos ensinou Vani, uma pessoa descontrolada é uma pessoa sem razão. Então, tratarei de me controlar pra só abrir a boca quando puder derrubar tudo pela frente.

ah, sim: e um feliz 2013 pra vocês.


quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

Eu lembro de 2005, quando esperei ansiosamente pelo dia 21 de dezembro - era a formatura!! foi um dos picos de ansiedade de que lembro, da vida toda. 

Mas nunca antes na história dessa Nayana que vos fala eu lembro de ter sentido uma ânsia tão quase física, quase dolorosa, que quase me explode de dentro pra fora, como tô sentindo por amanhã [sete anos depois do outro 21 de dezembro de ansiedade]... parece que chega 2015 e não chegam essas férias que eu preciso tanto, pqp!!!

E olha que eu deveria estar me descabelando por outras coisas: trabalhos que não entreguei na faculdade, trabalho que me me deixa os nervos em frangalhos, ou mesmo meu guardarroupa [argh] que ainda não arrumei, quebrando a tradição anual... mas sinceramente, a situação é a seguinte: desde que eu acorde ao meio dia na segunda feira, eu tenho simplesmente o resto da vida pra arrumar o cacete do armário, e o semestre só acaba em março mesmo, lá em fevereiro eu vejo como recuperar essas coisas. Sérião, galere. 

Também não sei se essa angústia me deixa retrospectivar [?] direitinho aqui, sabe? até tava pensando, mas tá difícil; se pá dia 30 eu rabisco algo por aqui... por hora, fiquem com a fotinha tirada na segunda a noite, que iniciou a contagem:


umbeijos e #vemnimimférias!

terça-feira, 27 de novembro de 2012

Aquele momento chato

em que a música que traduziria sua dor ainda não foi escrita.
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Porque o problema não é nem a beleza alheia, e sim a sua característica insanidade de esperar que as pessoas devolvam algo, que reconheçam seu esforço, que descubram seu gênio ou que entendam seu amor.

domingo, 25 de novembro de 2012

Conselho Gallagher do dia:

Just try not to worry
You'll see them some day
Take what you need
And be on your way
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And stop. crying. your heart out.

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Mas é tão, tão difícil, especialmente quando não se tem pra onde correr.

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[http://www.youtube.com/watch?v=dhZUsNJ-LQU]

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Se a palavra é prata,

o silêncio é o preço da minha sanidade.
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Ai como é difícil ser menina centrada!

terça-feira, 13 de novembro de 2012

... e como diria Aline Durel:


DEIXEM-ME SER BURRA! ser intelectual dóóóii!!
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PENSAR dói, em coisas ~intelectuais~ ou não. Pensar em verdades e mentiras, em quem está certo e errado, até no que comer no jantar consome muito mais neurônios do que eu tenho à disposição disso tudo.