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quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Então que eu já sabia que vou me ferrar legal no concurso do TRT só pela parte do direito que cai na prova. Aí, logo depois de receber email dizendo que farei a prova em capoeiras [tipo, um zilhão de km longe da minha casa], inventei de ler o edital de novo e, pra minha surpresa, o que eles chamam de raciocínio lógico é, na verdade matemática. E todo mundo sabe por que eu passei pra biblioteconomia na estadual e não pra jornalismo na federal, não sabe? Foi porque quase zerei a porra da matemática no vestibular!

Mas fora isso, a vida segue, né? Esperando resultado da UFRGS/próxima oportunidade pra voltar a PoA/show do nenhum em algum canto próximo, eu vou terminando a apresentação do TCC pra, no mínimo, daqui uns 3 ou 4 meses ter um diploma enquanto já me acostumo a ser universitária em meio de curso de novo – porque sérião, vou ficar possessa se não passar na UFSC.

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Particularidades cotidianas a parte, eu ando rascunhando bastante sobre coisas provavelmente mais relevantes que concursos fracassados e afins. Falta elaborar um cadinho, e quem sabe assim que acabar esse inferno de semestre coisas legais pipoquem por aqui...

Hasta!

domingo, 28 de novembro de 2010

500 km longe,

mas nem assim chego perto de aguentar a saudade que até apaga minha pior lembrança, mesmo que alguém puxe ela e amarre pela perna na varanda pra me assombrar a noite toda.
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E quando eu voltar será 500 vezes pior, a menos que a gente aprenda de uma vez por todas a não sere idiota e resolva tudo com um simples abraço daqueles só nossos.

sábado, 27 de novembro de 2010

Reflexões do embarque

Entrei no ônibus e a música tocando era do tempo em que meu pai trabalhava nessa empresa. Primeiro aperto no peito.

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Nota mental: nunca mais viajar de ônibus convencional quando tiver mais de uma bagagem grande e travesseiro.

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Porque por um instante pensei que justo minha poltrona tava sem o apoio pros pés, e me desesperei. Aí achei ele virado pro outro lado e ficou tudo bem. Menos a parte de eu já sair daqui com gente do lado. E comendo doritos. Quem sabe antes mesmo de sombrio eu conto pra ela o quando Odeio essa merda, numa tentativa de evitar que ela compre outro pro resto da viagem.

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Aparentemente, sou a única catarina aqui. Todo o resto parece gaúcho voltando pra casa.

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Vi um casal se abraçando e me dei conta que nunca embarquei chorando.

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Sério, só tem gaúcho aqui. Pena não serem meus favoritos.

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Agora deu pra ti, baixo astral.

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Sol na casa 8, lua na casa 3

Neste período, que vai de 23/11 (Hoje) a 25/11, a passagem do Sol pelo setor das crises pessoais e a Lua na Casa 3 pode favorecer - e muito - que você ponha para fora questões emocionais que vêm lhe incomodando, e discuta com as partes envolvidas as coisas que lhe sufocam e que você deseja resolver. Tende a ser um período levemente crítico, mas não exatamente complicado ou problemático.

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Acho o máximo quando eles desconsideram minha capacidade de complicar tudo. E aí o tarot ainda me manda ouvir mais do que falar e pensar antes de rebater qualquer bobagem que eu escute.
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Então tá bom, então.

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Do direito de reclamar das coisas que o amor não é

Meus amigos mais sinceros dizem que esse raio de blog não deslancha porque eu faço dele mais um diário que espaço pra qualquer outra coisa útil, e é óbvio que eles tem razão. Aí eu contra argumento dizendo que 'fulana tem um do mesmo tipo e todo mundo adora' e aí é linda a cara deles se segurando no último instante pra não pronunciar 'mas ela é legal'.

Mas ainda não é disso que eu quero falar. E também não é nesse parágrafo que começa. Antes, pra nao perder o costume, breve descrição do meu 22 de novembro, vulgo aniversário da Camila [sobrinha da Carol] e da Leh, a partir de hoje conhecido também como 'o dia em que entreguei meu TCC'.

Bem, eu deveria levantar por volta das 7 pra sair de casa as 8. Faltando 10 pras 6 eu acordo e não durmo mais. FINE. enrolei até as 7, desci, tomei café, voltei pra cama, sete e meia fui pro banho, saí de casa 8e10.

Fila saindo da minha rua. Fila depois do morro dos ingleses. Fila antes da pista dupla em jurerê [ANTES da pista dupla, gente. Só em Florianópolis eu vejo isso!]. Chuva o caminho todo. E eu parindo as tripas pra chegar na UFSC as 9, apavorada com uma prova de inglês como eu não ficava desde a recuperação que peguei na 5ª série. Mas a prova começou 9 e 15 e, tirando que durou 50 minutos a mais do que eu esperava, tava relativamente fácil, tanto que se não eu passar vou ficar muito puta, #prontofalei.

Só que aí, nessa folia de prova que não acabava mais, nem fui pra UDESC de manhã. Direto pro centro: abastece, deposita, compra remédio, imprime e encontra falhas irremediáveis na porra do TCC, almoça, compra passagem pra PoA e vem pra FAED, protocolar o diabo do trabalho pra ver se saio logo daqui e vou ser uma ufsquiana feliz entre uma greve e outra e se perde no curso de indexação porque é no laboratório/eu sou baixinha/a ministrante idem, eu não enxergo nada e aí desconcentro.

Mas tudo isso só pra ilustrar como, por mais bosta que teu dia aparente no início, de uns jeitos meio tortos tudo sempre se resolve. Eu só defendo que, mesmo que no fim tudo esteja bem, eu tenho todo o direito do mundo de reclamar o quanto eu quiser da desorganização e falta de habilidades automotivas alheia.

E também queria dizer que amor não é aquilo que te acorda e te tira da cama uma hora antes do previsto, suando e tremendo desorientado. O nome disso é ansiedade.

O amor é outra coisa, minha gente.

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Eu quis querer o que o vento não leva
Prá que o vento só levasse o que eu não quero
Eu quis amar o que o tempo não muda
Prá que quem eu amo não mudasse nunca

Eu quis prever o futuro, consertar o passado

Calculando os riscos
Bem devagar, ponderado
Perfeitamente equilibrado

Até que num dia qualquer
Eu vi que alguma coisa mudara
Trocaram os nomes das ruas
E as pessoas tinham outras caras
No céu havia nove luas
E nunca mais encontrei minha casa.

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Porque eu já não tenho mais palavras pra explicar, então empresto essas do Thedy e do Herbert.

Tem coisas que só a Martha Medeiros diz pra você:

Na verdade, ficamos apegados ao amor tanto quanto à pessoa que o gerou.
Muitas pessoas reclamam por não conseguir se desprender de alguém.
É que, sem se darem conta, não querem se desprender.
Aquele amor, mesmo não retribuído, tornou-se um souvenir,
lembrança de uma época bonita que foi vivida…
Passou a ser um bem de valor inestimável, é uma sensação à qual
a gente se apega. Faz parte de nós.
Queremos, logicamente, voltar a ser alegres e disponíveis,
mas para isso é preciso abrir mão de algo que nos foi caro por muito tempo,
que de certa maneira entranhou-se na gente,
e que só com muito esforço é possível alforriar.

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Sem mais, meretíssimo.

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Entreouvido no balcão:

Pessoa1: ...acaba que essa coisa de consultoria é muito repetitiva...
Pessoa2: sempre a mesma coisa, né?
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Sem mais, meretíssimo.

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Cena: eu no ônibus, ouvidno música e pensando na morte da bezerra. De repente começa uma situação mental, em que uma hipotética filha pede emprestados meus esmaltes escuros, e disso me brotou uma repentina, surpreendente, profunda e provavelmente passageira indulgência com essas barbaridades coloridas da adolescência – às vezes até mesmo da infância – de hoje em dia. Não que a minha própria esteja temporalmente muito distante, mas ‘ideologicamente’ [ou qualquer equivalência menos besta] parece ter se passado uma era desde que eu tinha uma desculpa biológica pra agir idiotamente.

Porque quando você é criança pode até brincar de ser adulto de vez em quando, mas quando você crescer, cada vez menos poderá brincar de ser criança outra vez. Por isso é tão bom aproveitar enquanto a idade [e não uma demissão ou o fim de um namoro] é a desculpa pra se lambuzar de sorvete enquanto assiste seu desenho favorito na TV, já que logo, logo a vida vai te cobrar mais do que você acha que consegue dar e você não terá tempo sequer pra pensar muito sobre as decisões que precisar tomar o tempo todo.

Então, num átimo, eu pensei nisso tudo e conclui que ah, deixa os coloridos felizes, os grunges [não tenho visto esses, mas na minha época tinha aos montes...], os sertanejos da cidade que não sabem o que é uma roça, eles tem a desculpa da idade... depois cresce, e ri das próprias vergonhas.

domingo, 24 de outubro de 2010

Eu ando com uma vontade insana de falar e falar e falar,

mas cada vez mais as coisas devem ser guardadas, não se pode confiar em ninguém e essa vida adulta tem me tirado do sério com cada vez mais frequencia, porque definitivamente não dá pra ficar na pós-adolescência pelo resto da vida, então... pra frente, toda vida reto, que é a direção disponível.

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Uma coisa boa dentro de algo desesperador: minha orientadora me elogiou, cara. Nunca antes na história desse TCC eu lembro de isso ter acontecido assim efusivamente como ela fez essa semana. Queira o cosmos que ela mantenha essa inclinação quando avaliar o trabalho completo, especialmente a parte que ela me manda alterar desde o projeto mas eu nunca entendo o que exatamente eu devo alterar, muito menos como.

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E hoje até que bateu um pseudo quase pânico de deixar a cidade. Mais por família que qualquer outra coisa, afinal eu nasci aqui, eu cresci aqui, e blá blá blá. Sei que quando bater aquele minuano vou sentir do vento sul daqui, e quem sabe um dia eu sinta falta de um vinho na praia, mas são nem bem 6 horas de carro, afinal. Nem é tão longe assim, taí um mantra pra tranquilizar minha mãe...

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25 dias pra estréia de Harry Potter and the Deatlhy Hallows part 1 e o Cinemark ainda não liberou ingresso. Puta FAIL, Cinemark! ¬¬

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Saudade de jogar conversa fora com o David. Tô precisando conversar com um adulto, sabe? Só que o desgraçado é libriano e se aproveita da minha admiração. Fazer o quê.

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Também ando precisada de um bom show [se possível da Vera Loca], um porre de leve e quem sabe um novo amor. Mas novo novo, chega de reciclagem. [E pra quem 'reclamava' da dor, esqueci de dizer: é questão de hábito. Cicatrizes devidamente suturadas são apenas isso: marcas, como a história dos pregos retirados da madeira. Num momento Lya Luft Feelings fiz da morte amiga próxima e entendi que o melhor jeito de lidar com fantasmas enraizados é acolhê-los e acomodá-los num canto onde não atrapalhem o fluxo diário da vida que não pára, que não pode parar, nunca].

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E não é que eu até quase esqueci que constância não me pertence, 'creditam?
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beijomeliga.