Fiquei aqui refletindo [tá, é mentira, já refleti faz tempo] sobre os testezinhos que comentei no post anterior e agora vem o momento bocó: riam à vontade, mas acaba que lá uma vez a cada ano bissexto eu até que me descubro um pouco nessas bobaginhas, aprendo sempre uma ninharia que seja sobre mim mesma, e vezenquando aparece algo - incontestável - que me, digamos, 'esclarece' do que eu sou capaz, e eventualmente, do que não sou.
Não sei porque, mas eu não consigo não dar importância aos nãos da minha vida. Não tô falando dos que eu ouvi ou disse até hoje [believe me, não foram poucos]. Falo daqueles que me descrevem, sabe? O que eu não faço, o que eu não quero, o que eu não sou. Sempre me pareceu mais fácil definir as coisas começando pelo que se pode negar delas - pessoas inclusas nisso, aliás. E aí eu lembro de uma coisa boba, o que o Dumbledore diz pro Harry Potter quando o pequeno se pergunta sobre o dilema Gryffindor x Slytherin, mas que é uma das grandes verdades nas entrelinhas da obra da Rowling: o que te define não são as coisas de que você é capaz, e sim as que escolhe fazer.
E dane-se que, se alguém tava até gostando do discurso me tirou toda a credibilidade quando pus literatura infanto-juvenil no meio. eu tenho o incrível defeito de focar no que não se faz - mas isso pode ser bom, quando o que você não faz é pior do que o que você fez, ou pode ser o fim, quando o que você não faz é exatamente o que faltava você fazer. Não interessa se pra mim, pra alguém que eu conheço ou não, pro mundo ou pra você mesmo.
[era pra ser uma ideia generica, mas acho que não deu muito certo, né? enfim].
